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Uma nova Modalidade de Assédio vem crescendo com a mesma força com que cresce o Uso da Internet: o Assédio Virtual
30/10/2019 - 15:44 - “Uma jornalista petropolitana foi mais uma vítima desse crime. O fato aconteceu na última terça-feira, 29. Tudo começa com um comentário em uma foto. No caso da jornalista a frase foi: “Prefiro a parte da frente. Sem roupa”. Na imagem publicada ela aparece de costas com o corpo coberto por uma canga. Na descrição da foto, ela escreveu “Axé”.

Quando eu vi o comentário fiquei muito nervosa. Não sabia como agir. Pensei e decidi expor a situação para combater esse tipo de desrespeito. Me senti invadida, sabe? Não está sendo fácil, mas alguém tem que dar a cara para lutar por um futuro melhor”, revela emocionada a jornalista.

Segundo a presidente da OAB/Mulher em Petrópolis, Dra. Priscila Braga, a frase pode ser caracterizada como crime de assédio.

“Contar piadas com carácter obsceno e sexual, avaliar pessoas pelos seus atributos físicos e tecer comentários sexuais sobre a forma de vestir ou de parecer são formas de assédio.  A mulher que passar por essa situação deve denunciar à polícia e processar o assediador”, esclarece a advogada.

Dados do Dossiê Mulher 2018, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro (ISP/RJ) em Petrópolis foram registrados 3 casos de assédio sexual no ano passado. Um número pequeno, mas que reforça a importância de fazer o registro.

“É importante que a pessoa que for assediada vá a delegacia e denuncie. Lá ela vai receber toda a orientação que precisa para preservar a informação. Assim fica mais fácil identificar o suspeito e prosseguir com a investigação”, informa Dr. Claudio Batista, delegado da 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis.

O levantamento tem outros dados interessantes quando pensamos em crimes contra mulheres.

Em 2018 foram registrados 22 casos de importunação ofensiva ao pudor, que é quando alguém nos causa algum tipo de desconforto, ou constrangimento a partir de uma conduta com conotação sexual. A maioria das vítimas desse crime em Petrópolis (36,4%) tem idade entre 30 e 59 anos e não tem qualquer relação com o assediador (63,6%).

A partir do triste episódio ocorrido com a jornalista, um movimento começou a se formar. Foi criada uma campanha nas redes sociais para alertar às mulheres de que esse tipo de comportamento não é aceitável. Com a hashtag #TodosUnidosContraOassédio diversos profissionais e pessoas que acreditam na causa já aderiram ao movimento.

“Nós não somos objetos. Nós temos alma, nós temos coração. Nós temos o nosso corpo que é um local sagrado pra nós. Nós não podemos aceitar que um homem qualquer nos desrespeite dessa forma. É por isso que vamos nos unir, vamos lutar e não vamos permitir que isso aconteça. Temos que denunciar”, reforça a jornalista.
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