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Nair de Teffé: Arte, Gênero e Política
Kelly Caroline dos Santos Vieira Gomes

16/11/2019 - 10:02 - 1 Resumo: Nair de Teffé foi uma figura feminina que possuiu atuação considerável no campo artístico, político e cultural. Vivendo em um contexto que, apesar de suas transformações, ainda possuía características que limitavam a atuação feminina na sociedade, Nair obteve participação relevante em diversos aspectos que, naquela época, eram reservados ao âmbito masculino. Nesse sentido, pode-se observar que durante sua vida e, inclusive, no período histórico em que se tornou primeira dama do então presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, Nair sempre buscou aprimorar seus conhecimentos, obtendo uma extensa formação intelectual. Dessa forma, além de seu caráter culto e independente, cabe destacar sua valorização acerca da cultura popular brasileira, aspecto incomum às mulheres da elite do século XIX. Nair possibilitou inovações culturais principalmente vinculadas ao meio artístico, utilizando sua arte como forma política frente aos aspectos estabelecidos pela época.

Nair de Teffé Von Hoonholtz (1886-1981) nasceu em Petrópolis, foi filha de Antônio Luiz Von Hoonholtz, também conhecido como Barão de Teffé, e de Maria Luisa Dodsworth.

Além disso, casou-se com Marechal Hermes da Fonseca, primeiro presidente da República, aos 27 anos de idade. Nair de Teffé não se limitava apenas ao que era imposto às mulheres de seu período, que em maior parte apenas se dedicavam ao cotidiano privado, levando em consideração a característica patriarcal de seu tempo e, por isso, era considerada uma mulher “moderna”. Nesse sentido, vale destacar que Nair buscou se dedicar aos assuntos políticos, culturais e, inclusive, artísticos, sendo a primeira mulher a se tornar caricaturista profissional no Brasil.

Desde a tenra idade recebeu uma considerável formação educacional, cabendo destacar sua passagem em Instituições europeias de destaque para o período.

Nesse sentido, Bueno também ressalta que a primeira dama: Cresceu no sul da França e recebeu educação na Europa. Freqüentou os melhores
conventos da região e aos 11 anos ingressou no Curso Vivaudy, uma fechada escola da Riviera que só recebia 36 alunas, passando três anos depois a aperfeiçoar os estudos em Paris. (BUENO, 2011, s/p).

Assim, Nair “[...] se aprofundou em teatro, pintura, desenho, caricatura, música, piano e em diversas línguas – transformando-se em poliglota –, até retornar ao Brasil com sua família em 1903.”. (CHAGAS, 2016, p. 59-60 apud OLIVEIRA; MARQUES, p. 339). Durante sua vida estudou em colégios renomeados da Europa, inclusive franceses. Demonstrando-se interessada aos diversos elementos que envolviam o intelecto, Nair de Teffé ficou conhecida pela sua intelectualidade e cultura. Como já destacado, em um momento da História em que a mulher não possuía diretos e quase não exercia influência no âmbito social, a primeira dama 1 Graduada em História pela Universidade Católica de Petrópolis. sempre lutou pelo direito feminino na sociedade. Além disso, durante sua vida, visitou diversos lugares e, inclusive, residiu durante um período em Petrópolis. Santos destaca que Nair de Teffé vinha ao mundo no crepúsculo do Império e, no ano seguinte, estava com os pais residindo em Paris; depois Bruxelas (Bélgica), Nice (França), novamente Rio de Janeiro, em seguida Roma, novamente na França, enquanto os anos passavam e Nair já era menina moça de 15 anos. Sua educação foi esmerada e sua cultura aprimorada nos melhores educandários da Europa. Em 1905 seu pai retornou definitivamente ao Brasil, após brilhante carreira diplomática, elegendo Petrópolis para residência, mantendo casa do Rio, porém extrapolando sua permanência sazonal na Cidade de Dom Pedro II, além do habitual de seus coevos.

A carioca Nair apaixonou-se pela bela, bucólica e florida Petrópolis. (SANTOS, 2002, s/p). Ademais, outro elemento de destaque é que no contexto social vivido por Nair, a mulher estava limitada ao papel de mãe, esposa e à dona de casa. A “imagem” passada pelo casal e, sobretudo, à própria figura familiar era de responsabilidade feminina. Nesse sentido, a mulher ficava responsável por “como receber, como se vestir, se comportar nas festas e recepções. Na modelagem dessa mulher a educação e a moda davam suas contribuições, educando a aparência, os gestos e os gostos.”. (GALETTI, 2013, p. 8). Porém, Nair de Teffé demonstrava diferença nesses aspectos que eram naturalizados em relação às mulheres nessa sociedade. “Para a solenidade festiva, consoante aos relatos biográficos, o cardápio musical escolhido pela primeira-dama eram músicas eruditas e clássicas, bem ao gosto da elite.” (GALLETI, 2013, p. 9).

De acordo com Santos (2002), além de ter tido uma formação clássica como pianista com Jules Nicate 2 e com o maestro Arthur Napoleão e Oscar Guanabarino 3 , estudou violino e possuía um interesse considerável pela música e, inclusive, popular brasileira. De acordo com Santos:

Nair de Teffé, a pianista e cantora, encantava os saraus e reuniões com seu talento. Apreciava a música erudita e, acima de tudo, a música popular brasileira. Notável o seu feito pioneiro de prestigiar a música popular nos sizudos salões palacianos do poder [...]. (SANTOS, 2002, s/p).

Nesse sentido, podemos destacar como exemplo um dos eventos organizados no Palácio do Catete, que reunia diversas figuras da elite. Nair de Teffé considerou o momento relevante para que se pudesse apresentar alguns dos elementos que compunham a cultura brasileira. Vale ressaltar que Nair também possuía dotes, incluindo o canto, e utilizou o momento para que pudesse apresentar a música Corta-Jaca, de Chiquinha Gonzaga. Esse estilo musical

2 Diretor do Conservatório de Lausanne, na Suíça.
3 Arthur Napoleão foi professor, pianista e compositor luso-brasileiro. Já Oscar Guanabarino foi um dramaturgo brasileiro, músico e crítico artístico, ambos sujeitos conceituados na época. estava relacionado ao maxixe, também considerado como um tango-brasileiro. Foi a partir disso que Nair de Teffé recebeu diversas críticas à sua imagem, inclusive em sua forma de se comportar como primeira-dama. Em relação a isso, de acordo com consideração própria: No dia seguinte, foi aquele Deus nos acuda. A turma do “contra” usou o “Corta-Jaca” numa girândola de pilhérias sediças e bombásticas, contra mim e o Marechal, numa campanha injusta e abominável sob a “batuta” do oráculo do civilismo.

As críticas eram envolvidas em escabrosas piadas de mau gosto. O movimento da música popular brasileira, de ontem e de hoje, deve a Catulo da Paixão Cearense, poeta e seresteiro, o ingresso nos salões da sociedade a partir do “Corta-Jaca” de Chiquinha Gonzaga. A nossa música tem as suas origens e raízes nas danças e cânticos dos escravos. Sua adoção na sociedade era quase impossível. Havia uma onda de preconceitos contra as serestas, xotes e maxixe. (TEFFÉ, 1974, p.45 apud GALLETI, 2013, p. 9).

Isso demonstra como Nair era uma figura que valorizava os aspectos culturais, inclusive aqueles que não eram considerados como “apropriados” para a época. Podemos observar isso, por exemplo, em seu próprio interesse em apresentar músicas que não apenas faziam parte da esfera da elite, como já era de costume na seleção de canções nesses eventos. Além disso, outro elemento de destaque é a consideração da primeira dama em relação ao vínculo da música com as origens africanas e, inclusive, no ao ressaltar os preconceitos existentes no meio social.

Ademais, quando se analisa algumas das principais características da Nair de Teffé, pode-se observar seu vínculo ao que se diz respeito às caricaturas. Nesse sentido, cabe destacar que “[...] sua trajetória como artista e mulher foi marcada pelas dificuldades em se manter numa num ofício tipicamente masculino e numa sociedade [...] machista.”. (NOGUEIRA, 2011, p. 7). Ao iniciar sua profissão enquanto cartunista, Nair de Teffé recebeu influência direta de seu pai, além de também ter suas primeiras caricaturas relacionadas aos seus amigos e pessoas conhecidas. Além disso, vale ressaltar que a primeira dama tinha como prática a assinatura de suas caricaturas com a identificação de Rian. “Rian foi uma pioneira na caricatura no Brasil e há quem afirme que tenha sido a primeira mulher no mundo a publicar uma caricatura.”. (NOGUEIRA, 211, p. 14).

Foi a partir da aprovação do pai que a mesma começou a colocar em exposição sua arte no Rio de Janeiro, mais especificamente, de acordo com Santos (1999), na Casa Davi e na Chapelaria Watson. Vale ressaltar que estes trabalhos não ficaram somente limitados às elites petropolitanas e cariocas, ao longo do tempo a primeira dama ficou conhecida por suas diversas caricaturas dos diversos políticos daquela época, inclusive em relação às diversas representações que eram publicadas em revistas. A primeira dama considerava sua arte como uma maneira de participação no meio social e político. Além disso, “[...] a caricatura era sua forma de protesto, de se tornar visível num mundo onde as mulheres tinham que permanecer invisíveis.”. (SANTOS, 2011, p. 7).

A partir de seus trabalhos, podemos observar uma caracterização pela forma que Nair enxergava o mundo, a sociedade, além de refletir alguns elementos do contexto em que vivia. Isso está relacionado com “sua forma de descrever a elite - os políticos, empresários, suas esposas, enfim, os homens e mulheres de seu tempo.”. (SANTOS, 2011, p. 8). A primeira dama, além de ter sido a primeira caricaturista brasileira, a partir de seu trabalho também era “[...] representante no país do inovador traço sintético encontrado na arte gráfica francesa do período.”. (BUENO, 2011, s/p). Era possível identificar em sua arte elementos que estavam presentes nos trabalhos artísticos que estavam sendo desenvolvidos no território francêsdurante a chamada Belle Époque 4 . Nesse sentido, pode-se observar que a mesma apresentava de maneira decisiva e, inclusive particular, aspectos característicos dos desenhos modernos europeus do período.

De acordo com Bueno: Tinha, portanto, a vantagem do olhar de quem vivencia o meio, capaz de captar minúcias e a personalidade do indivíduo, adequadas às crônicas visuais e desenhos de costumes da sociedade do Rio de Janeiro do começo do século XX. Mas, ao mesmo tempo, essas caricaturas – de pessoas que conhecia pessoalmente, inclusive – evitavam a afronta. Faziam sorrir, sem ferir. Como bem assinala texto da Revista da Semana, em junho de 1921, sobre a artista: “surpreendem-se por vezes, nos traços de certas caricaturas, indícios de várias personalidades evidentes, conhecidas nas letras, na política, nas reuniões mundanas. Essa ligeira nota de verdade aumenta o real interesse dos desenhos, que cresce apenas pela simpatia que eles refletem, e não pelas cruéis indiscrições que poderiam tantas vezes sugerir. (BUENO, 2011, s/p).

Além disso, também podemos destacar que as caricaturas realizadas por Nair de Teffé se demonstravam diferentes do modelo que já havia sendo desenvolvido. De acordo com uma consideração realizada pela mesma, “Sou o contrário de um Rouveyre [...]. Este transformava as pessoas quase que em macacos. Eu sou diferente. Os meus bonecos não provocam gargalhadas, despertam sorriso. Sou francamente pelo sorriso em matéria de caricatura.”. (TEFFÉ, s/d). Cabe ressaltar que este período em que dedicou às caricaturas foi, sobretudo, pequeno, entre 1906 a 1913. Já em 1906 suas artes já eram destacadas e, segundo Bueno (2011), já estavam presentes, por exemplo, na Pensão Central, sendo considerado um dos principais pontos chiques de Petrópolis. Porém, já no início desse período, já recebia diversas encomendas de caricaturas. Sua primeira publicação oficial, de acordo com Bueno, um 4 A Belle Époque pode ser identificada como o período entre 1871 a 1914, sendo estes, respectivamente, o fim da Guerra Franco-Prussiana e o início da Primeira Guerra Mundial. Essa época ficou marcada pelo seu avanço no que se diz respeito ao progresso tecnocientífico durante a segunda parte do século XIX. Nesse sentido, pode-se observar que este avanço esteve presente nas diversas esferas, inclusive, do campo cultural. As artes, o teatro, a moda e exposições, por exemplo.

portrait-charge da artista Réjane, ocorreu em 1910 em uma revista denominada Fon-Fon!. (ver anexo D). Cabe ressaltarmos a consideração realizada pela mesma revista, em 1910:
Fon-Fon! Inicia neste numero uma nova seção. Pela ‘Galeria das Elegancias’ passarão, conduzidos pelo lápis travesso e leve de Rian, cujo nome por si só
representa uma garantia de êxito, os ‘portrait-charges’ das mais distintas senhoras da nossa sociedade. É uma novidade que Fon-Fon! vai proporcionar aos seus leitores, e exemplo do que comumente fazem os magazines europeus. Não é precisos acrescentar que para a serie de caricaturas femininas que vai se exibir, Fon-Fon! obteve a gentileza de permissão competente. Agora o leitor se apronte para aplaudir ‘Galeria das Elegancias’ (FON-FON!, 1910, s/p apud CAMPOS, 2013, p. 2198).

Foi nesse período onde também podemos observar que “O assunto das mulheres era moda até que se interessaram pelas caricaturas de Nair de Teffé. Todas queriam ser vistas pelo lápis da artista, a exemplo do que se fazia em Paris.”. (CAMPOS, 2013, p. 2198). Nesse contexto, também podemos destacar que ao se casar aos 27 anos com Hermes da Fonseca, com 58 anos na época, Nair havia ressaltado o fato de que não se distanciaria da arte, levando em consideração o papel que a mulher possuía dentro de um casamento daquele período. A partir disso, de acordo com uma entrevista dada pela mesma em uma entrevista no Museu de Imagem e Som (1969) ressaltada por Amaral e ressaltado por Galleti:

Quando ele me pediu em casamento, eu disse: “Olha, você é Presidente da República. Isso é muito bonito e eu admiro muito, mas vou lhe pedir uma coisa:
para não me impedir que eu faça arte. Para não impedir que eu continue com as colaborações de jornal.”. Ele disse: “Absolutamente o contrário. Eu levarei a sua
caixa de pintura. Farei tudo.” Ele gostava muito que eu me apresentasse nesses meios. Quando me convidavam, o Marechal não se opunha, ficava todo contente até. Era o maior admirador que eu tinha. (AMARAL, p.162, 2007 apud GALETTI, 2014, p. 6).

Ao se casar com Hermes, Bueno também ressalta que Depois do casamento os trabalhos da artista chegaram a ser publicados
esporadicamente, como as charges criadas em 1922 para o livro de crônicas “Petrópolis, a Encantadora”, de Otto Prazeres. [...]. As artes gráficas brasileiras têm
motivos para comemorar o pioneirismo de Rian [...]. (BUENO, 2011, s/p).

A partir disso, pode-se considerar que a arte de Nair de Teffé esteve de forma considerável vinculada a uma nova forma de expressão. Isso estava relacionado ao fato de que a mesma alcançou uma maneira de vincular as técnicas e sua formação artística aos aspectos relacionados aos elementos originais da caricatura, desenvolvendo com isso seu estilo próprio de arte. Nesse sentido, podemos considerar que a primeira dama “Refletiu no seu traço uma personalidade vigorosa, capaz de executar caricaturas com critica sutil e elegante.”. (CAMPOS, 2013, p. 2202), inclusive acerca do próprio meio social da época.

Dessa forma, podemos observar que Nair de Teffé se demonstrou uma mulher de formação relevante para o seu tempo, inclusive no que se diz respeito à sua atuação feminina na sociedade que ainda apresentava aspectos patriarcais. Levando em consideração sua arte e todas as inovações que foram possíveis observar em suas caricaturas, por exemplo, Nair foi uma artista de destaque para a cultura brasileira. De acordo com algumas das considerações que foram ressaltadas acerca de sua maneira de enxergar o mundo, percebe-se que a mesma possuía um interesse acerca dos elementos que compunham a país e, a partir disso, estabelecia uma maneira própria de viver no meio social. Mesmo que o papel desempenhado pela mulher na sociedade ainda estivesse limitado ao que era determinado como ideal, Nair exerceu influência nas diversas esferas sociais, políticas e culturais, tornando-se assim uma figura relevante para o século e gerações posteriores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BORGES, Vera Lúcia Bogéa. Nair de Teffé e a Imprensa: a construção de Petrópolis como destino turístico na Primeira República. In: Simpósio Nacional de História – UnB, 29, 2017, Brasília. Anais (on-line). Brasília: UnB, 2017. ISBN: 978-85-98711-18-8. Disponível em: http://www.snh2017.anpuh.org/site/anais. Acesso em: 10 jun. 2019. BUENO, Daniel. RIAN: Uma mancha pioneira. Disponível em: <http://sib.org.br/coluna-sib/rian-uma-mancha-pioneira/> Acesso em: 15 jun. 2019.
CAMPOS, Maria de Fátima Hanaque. Rian: a primeira caricaturista brasileira (primeira fase artística: 1909-1926). Dissertação (Mestrado). Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP. São Paulo, 1990.

CHAGAS, Mario. Nair de Teffé: uma mulher entre a arte e a política. In: ASSIS, Maria Elisabete Arruda de; SANTOS, Taís Valente dos (Org.). Memória feminina: mulheres na história, história de mulheres. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2016, p. 59-65.

GALETTI, Camila Carolina H. Memórias de gênero: a trajetória de Nair de Teffé. Disponível em: <https://docplayer.com.br/34130044-Memorias-de-genero-a-trajetoria-de-nair-de-teffe.html>. Acesso em: 15 jun. 2019.

________. Camila Carolina H; PIRES, Herculanum Ghirello. Política, arte e feminismo: a trajetória da artista Rian. Disponível em: <https://docplayer.com.br/29226698-Politica-arte-e-feminismo-a-trajetoria-da-artista-rian.html> Acesso em: 15 jun. 2019.

MARQUES, Luiz Carlos Luz; OLIVEIRA, Viviane Souza de. A VIDA DE UMA REVOLUCIONÁRIA BRASILEIRA DO SÉCULO XX: REVISITANDO AS MEMÓRIAS DE
NAIR DE TEFFÉ. Disponível em: http://www.unicap.br/ocs/index.php/coloquiodehistoria/colhistoria2017/paper/viewFile/699/2
20. Acesso em: 9 jun. 2019.

NOGUEIRA, Natania. Rian: caricatura e pioneirismo feminino no Brasil. Disponível em: <http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1312664266_ARQUIVO_RIANEOPIONEIRISMOFEMININONACARICATURA.pdf> Acesso em: 10 jun. 2019. Associação da Turma Barão de Teffé (ATBT). Nair de Teffé – Filha do Barão de Teffé. Disponível em: <https://www.atbt.org.br/detalhe.asp?id=3> Acesso em: 10 jun. 2019.

SANTOS, Joaquim Eloy dos. Admirável Nair de Teffé. Disponível em: <http://www.ihp.org.br/26072015/lib_ihp/docs/jeds20020903.htm> Acesso em: 9 jun. 2019. 
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