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Prefeitura realiza mutirão de reconstrução de mama no Hospital Alcides Carneiro
Cinco pacientes realizam procedimento marcando o fim das comemorações de Outubro Rosa
 
30/10/2017 - 15:59 - “A sensação que eu estou sentido é que finalmente estou curada e pronta para voltar à minha vida normal”, emociona-se Ligia Vieira Alves, 54 anos, diagnosticada com câncer de mama em 2015 e que nesta segunda-feira (30.10) foi uma das cinco pacientes a realizar a reconstrução mamária no Hospital Alcides Carneiro. Em Petrópolis não há fila para o procedimento e neste ano foram realizadas 250 cirurgias, além do aumento de 80% dos atendimentos de diagnósticos precoce de câncer junto à Atenção Básica.
 
A prefeitura em parceria com o hospital realizou o mutirão com 15 profissionais entre cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e técnicos do HAC e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A reconstrução além de devolver a autoestima das pacientes promove a finalização do cuidado às pacientes que venceram o câncer de mama.
 
O prefeito Bernardo Rossi, apresenta o número de 464 mulheres com câncer de mama em tratamento no município  atualmente, enfatizando que não medirá esforços para que o número de mulheres atendidas pelo SUS aumente. Petrópolis também recebe  pacientes de outras cidades para tratamento.
 
“O trabalho está começando na Atenção Básica e está integrado com o hospital em toda linha de tratamento, acompanhamento e agora com as cirurgias reparadoras. Isso para a mulher é muito importante, pois devolve a autoestima e confiança após vencer uma batalha muito difícil. Vamos continuar trabalhando para ampliar o acesso dessas mulheres aos serviços do nosso município”, destaca Bernardo Rossi.
 
O centro cirúrgico do HAC, composto por seis salas cirúrgicas, tem capacidade de realizar cirurgias de média a alta complexidade.
 
“A nossa proposta é alinhar a acessibilidade da população aos recursos técnicos e a competência dos nossos profissionais atuantes no nosso centro cirúrgico. As cirurgias mamárias já foram intensificadas ao longo do ano, o mutirão de hoje veio concretizar um trabalho de conscientização e prevenção do outubro rosa mas que terá continuidade ao longo do ano”, afirma Silmar Fortes, secretário de Saúde.
 
Cirurgias de reconstrução mamária são realizadas ao final do tratamento oncológico
 
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Depois do câncer de pele não melanoma, o de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), só no ano passado, a previsão era mais de 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Em Petrópolis estão em tratamento – moradoras e mulheres de outras cidades – 464 pacientes.

A dona de casa Ligia Vieira Alves, 54 anos, passou por 12 quimioterapias e 30 sessões de radioterapia, além da retirada de um quadrante da mama. A reconstrução marca uma nova fase na sua vida.
 
“Não sei explicar a sensação que estou sentindo, depois de todo o tratamento que foi muito difícil, estar aqui hoje é lima vitória. Essa cirurgia significa pra mim a cura, uma nova fase, um recomeço pra voltar a vida normal”, afirma Ligia Vieira Alves.

O cirurgião plástico, João Medeiros, comandou o mutirão ao lado do mastologista Carlos Vinicius Pereira Leite e mais uma equipe de 15 profissionais que operaram as cinco pacientes assistidas pelo HAC. Ambos, em suas especialidades são referência em Petrópolis e no estado.
 
“Esse é o segundo mutirão que realizamos, mas é evidente a crescente dos nossos procedimentos no hospital. Hoje não há fila para realizar a cirurgia e isso é uma vitória para todas as mulheres assistidas pelo Sistema Único de Saúde”, afirma João Medeiros.
 
Após a realização do tratamento com quimioterapia e radioterapia, as pacientes são submetidas a cirurgia da retirada do tumor da mama. O mastologista Carlos Vinícius Pereira Leite reforçou que com a instalação de um ambulatório de reconstrução mamária foi possível realizar os procedimentos tardios e imediatos – quando as pacientes retiram as mamas e já colocam as próteses em uma única cirurgia.
 
“Estamos em crescimento, ano passado foram 33 reconstruções no ano todo e este ano, sem contar o mutirão são 37, além de 7 de reconstrução imediata. Já aumentamos o número de cirurgias que é essencial para diminuir o trauma que o tratamento de câncer proporciona. É uma conquista para todas as mulheres termos condições de realizar esse procedimento com uma equipe completa e tecnologia que se equipara aos hospitais particulares”, avalia o mastologista.
 
A aposentada Sandra Lídia Pereira da Costa, 55 anos, passou por uma mastectomia que é a retirada total da mama, no mutirão ela colocará um balão para que seja criado um espaço para acoplar a prótese de silicone.

“Eu não vejo a hora de colocar o silicone, eu comprei aquelas próteses de enchimento que parece um seio falso, tinha vezes que esquecia de colocar e saia sem é algo muito chato. Assim que tiver com o silicone vou querer passear muito e conseguir um emprego para ocupar os meus dias. A cirurgia vem celebrar um novo momento na minha vida e eu só tenho que agradecer”, emociona-se Sandra Lídia Pereira da Costa.
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