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Estresse, o grande inimigo do coração!
Mudanças de hábito previnem doenças e contribuem para melhor qualidade de vida
 
22/08/2013 - 14:18 - A lista de preocupações do dia a dia é grande: problemas em casa, no trabalho, prazos e demandas contribuem para uma rotina recheada de impaciência. Tanta tensão colocou os brasileiros em segundo lugar no ranking de países com alto nível de estresse, de acordo com a pesquisa do International Stress Management Association (Isma - Brasil). Um estilo de vida que pode ser perigoso e trazer prejuízos para a saúde e o coração.
 
Para se ter uma ideia, o estresse é tão prejudicial quanto doenças como diabetes ou colesterol alto. Isso porque ele pode causar alterações celulares, aumentando a incidência de diferentes problemas, além de estar ligado a complicações cardíacas e hipertensão arterial. “A lista de doenças que podem ser agravadas ou ter seu surgimento precipitado pelo estresse é grande. Além daquelas ligadas ao coração, como infarto e AVC, uma pessoa estressada também corre mais risco de desenvolver doenças infecciosas pela queda da imunidade, depressão, desordens alimentares, dor de cabeça, diminuição da concentração e memória, além de insônia, distúrbios gastrointestinais e até aumento de lesões de pele, como a acne, por exemplo”, explica a cardiologista Michele Palmeira, da Clínica Maurício Baisch.
 
Mas o perigo não está apenas no estresse do dia a dia. Emoções fortes e inesperadas, como a demissão de um emprego ou uma notícia ruim, provocam a liberação de substâncias hormonais que levam ao aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, trazendo riscos graves para a saúde. Já a hostilidade e a raiva também elevam as chances de eventos cardiovasculares, mesmo em pacientes que não apresentaram problemas anteriormente.
 
Não tem segredo. Para evitar todas essas complicações e proteger a saúde do coração, o ideal é se prevenir. A cardiologista Michele explica que a prevenção deve ser feita a partir de pequenas mudanças de hábito, como o fim do tabagismo e alterações na rotina alimentar. “Além de consumir três refeições e dois lanches saudáveis por dia, é importante evitar os famosos vilões da alimentação, como refrigerantes, sucos industrializados, excesso de bebidas alcoólicas, doces e outras guloseimas. Outra dica fundamental é observar bem os rótulos dos alimentos e escolher sempre aqueles com menor quantidade de gorduras trans. Entre as refeições, o ideal é não beliscar e dar preferência ao consumo de água”, aconselha a médica.
 
Reservar um tempo para atividades recreativas e relaxantes também é essencial. A recomendação é praticar, pelo menos, 30 minutos de exercícios físicos diariamente. Já para quem tem tendência à obesidade, o indicado é um treino diário, com intensidade moderada, de 45 a 60 minutos. No caso de obesos que perderam peso, o aconselhado são exercícios de uma hora a 90 minutos, inclusive para os idosos.
 
Além de levar uma rotina mais saudável, a visita regular ao cardiologista é fundamental. “Este será o médico que vai orientar a prática de exercícios de acordo com a necessidade e condição física de cada pessoa, indicando mudanças de hábito e prescrevendo medicamentos, quando necessário. A frequência de visita ao especialista vai depender do histórico do paciente, mas é sempre importante para prevenir, identificar e tratar as doenças do coração, contribuindo para uma vida com mais qualidade”, acrescenta Michele.
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