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Lei de Incentivos Fiscais garante Patrocínio para Orquestra do Palácio Itaboraí
25/05/2016 - 17:16 - A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, projeto sociocultural da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) passou a receber, nesta terça-feira (24/5), o patrocínio da empresa GE Celma. O apoio a atividades culturais foi uma das contrapartidas da empresa para a renovação dos incentivos fiscais concedidos pelo município, no ano passado.

O projeto, lançado em fevereiro de 2013, direcionado a jovens estudantes da rede pública de ensino, oferece um trabalho de inserção, cidadania, redução da desigualdade e capacitação profissional através da música. A orquestra realiza curso intensivo com aulas teóricas e práticas de música, com o objetivo de desenvolver o aprendizado com uma perspectiva profissionalizante e humanista.

Durante a cerimônia realizada nesta terça-feira (24/5), que também marcou o início da parceria da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EM-UFRJ) com a Orquestra, o prefeito Rubens Bomtempo destacou que a música e a cultura são importantes fatores de integração social. “Estamos desenvolvendo um trabalho que prevê a educação musical dentro da rede pública de ensino. Nosso objetivo é produzir ações que possam ajudar a melhorar a qualidade de vida dos alunos e afastá-los da violência, desenvolvendo a cultura de paz na nossa cidade”, afirmou, parabenizando as instituições pela iniciativa.

A presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis (FCTP), Drica Madeira, acredita que a Orquestra irá produzir muitos talentos para a cultura em Petrópolis. “Essa iniciativa nos faz pensar, no futuro, em ter uma orquestra do município, com o apoio da Fiocruz e a UFRJ, que já realizam um belo trabalho. Acredito que, quando fazemos as coisas juntos, em parceria, tudo anda melhor, e este é um exemplo disso”, destacou Drica.

O diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, explicou o porquê da Fiocruz, uma instituição vinculada à saúde, manter o projeto. “Saúde não é apenas cuidar da doença, mas é também dar a possibilidade do desenvolvimento pleno para as crianças. Acreditamos que a saúde tem muito a ver com os direitos sociais, e a cultura deve ser um benefício de todas as classes sociais”, ressaltou, destacando a parceria concreta que a Fiocruz tem com o município.

O professor adjunto da Escola de Música da UFRJ e coordenador pedagógico da Orquestra, Paulo Sá, considerou um “privilégio” ajudar a construir o projeto da Orquestra. “A Fiocruz e a UFRJ têm interesse comum em projetos de extensão, que englobam ações sociais e pesquisas. Logo, a ideia amadureceu, para contemplar de forma ampla”, disse, lembrando que este já é o segundo grupo (que começou os trabalhos no começo do ano). “Alguns já estão até prestando vestibular para a nossa Escola, querendo continuar nesta carreira”, reforçou.

Para o presidente da GE Celma, Julio Talon, a empresa – que conta com cerca de dois mil funcionários, não deve se limitar às suas funções, colaborando com a cidade de outras formas. “Queremos que a Celma seja mais do que uma grande empregadora e exportadora. Queremos também deixar um legado para a cidade. É isso que procuramos fazer nos últimos 15 anos. Fico feliz em ver crianças participando da orquestra e espero que a parceria continue por muitos anos”, disse Talon.
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