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Receita da raça Quarto de Milha cresce 35,4% em 2015
A arrecadação de R$ 264 milhões é resultado da comercialização de mais de 6 mil animais das linhagens de Trabalho, Corrida e Conformação.

21/12/2015 - 08:30 - O Agronegócio segue com perspectiva de queda bem menos expressiva que a esperada para o total da economia brasileira, que é de 3%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) prevê um recuo perto de 0,7% para este ano. O PIB do setor retraiu 0,51%, sinalizando uma queda anual, em relação a 2014. Superando todos os prognósticos negativos divulgados por especialistas econômicos e sociais, o mercado do cavalo da família brasileira segue galopando de rédeas soltas.
 
O segmento que movimenta mais de R$ 7 bilhões por ano não foi alcançado pela retração econômica e nem mesmo a aceleração da inflação acompanhou o seu ritmo. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) indicam um crescimento de 35,4% na receita apurada pela raça em 2015. Até novembro, o montante chegou a R$ 264 milhões. A arrecadação é resultado da venda de mais de 6 mil animais das linhagens de Trabalho, Corrida e Conformação, em 173 leilões (100 presenciais e 73 virtuais).
 
Segundo a ABQM, foram comercializados desde potros ao pé até reprodutores e matrizes, que proporcionaram valores médios de R$ 43,4 mil. “Além das qualidades da raça, como sua estrutura física, docilidade e funcionalidade, esse crescimento também se deu pela expressiva premiação distribuída em 2015, que passou de R$ 4 milhões, os quais foram destinados aos eventos oficiais e também como fomento para outros importantes campeonatos organizados por entidades filiadas”, destacou o superintendente geral da associação, Celso Minchillo. 

Atacama Bryan é novamente a mais valorizada
 
Por dois anos consecutivos, Atacama Bryan SA (Blazen Bryan x Santa Rebs Glass), produtora de vários campeões, tornou-se a mais cara do ano. Em maio de 2014, ela foi adquirida pelo Haras LM, da Bahia, por R$ 1,3 milhão, acompanhada de cinco embriões. Na atual temporada, seus proprietários colocaram ela novamente à licitação. O Rancho Horizonte, de Pernambuco, investiu R$ 1,1 milhão na fêmea. Em relação aos machos, o mais caro foi o importado CH Time To Shine (Shining Spark x Smart Money Talk), vendido por R$ 705 mil.

Os quatro maiores leilões do ano
 
Leilões promovidos por grupos de criadores vêm obtendo grande destaque durante os eventos oficiais da ABQM. Dos 19 pregões realizados em 2015 na cidade de Avaré (SP), a arrecadação passou da casa dos R$ 46,2 milhões com a venda de 726 animais, fazendo a expressiva média de R$ 63,7 mil, números que comprovam a importância destes campeonatos oficiais, onde se destacaram três leilões que ficaram entre os dez maiores do ano.
 
Durante o Campeonato Nacional, realizado em julho, aparece em décimo lugar, como média, o 10º Leilão Haras Sacramento, com a cifra de R$ 102 mil. Já em relação ao Potro do Futuro (outubro), dois pregões ocuparam o 2º e 3º lugares, também em valores médios. Respectivamente, o XIII Leilão Think A Mite Ranch com R$ 123 mil (6º em receita: R$ 4,6 milhões) e o 6º Leilão Haras ST com R$ 121,5 mil de média.
 
Além destes pregões, o Ana Dantas Ranch – XII Edição Especial Vaquejada, ocorrido no dia 29 de novembro, durante o 13º Potro do Futuro e o Campeonato Nacional ABQM de Vaquejada, colocou-se na quinta posição com a média de R$ 114 mil, o terceiro maior em receita, com R$ 4,6 milhões. O leilão comercializou 41 lotes e superou todas as expectativas. O remate ocorreu no Parque Haras Ivandro Cunha Lima, em Campina Grande (PB).

Comparativos com 2014 e 2013
 
Em 2014, quando foram promovidos 115 leilões, a receita atingiu R$ 195 milhões. Foram vendidos 4,5 mil animais, pela média de R$ 43,1 mil. O crescimento nos pregões chegou a 50,4%. A receita registrou alta de 35,4%. Os lotes aumentaram em 34,5%. No ano de 2013, foram promovidos 146 leilões. As vendas de 5,2 mil animais arrecadaram R$ 167,2 milhões. A média ficou em R$ 32,1 mil. As porcentagens de crescimento foram ainda maiores em alguns itens: 11% nos pregões, 58% na receita, 16,8% em lotes e 35,2% nos valores médios.
 
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