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Homenagem à Princesa Isabel

Prof. Joaquim Eloy dos Santos

A camélia é uma flor sem perfume que nasce em arbusto feioso. O verde de suas folhas não é aquele que chama a atenção pelo brilho e tonalidade agradável; o arbusto se firma tal uma pequena árvore e se maltratada pelo descaso, fica ali pelo jardim como uma desprezada galhagem.

De repente, quando a primavera espouca na terra banhada por um sol de carinho e ameno, a cameleira abre-se em muitas flores: brancas, róseas, quase cinzas algumas e, até, matizadas e o arbusto fica lindo, atraindo passarinhos, doces abelhas e olhares dos apreciadores da natureza.

Numa primavera qualquer do já distante século dezenove, a menina princesa viu a maravilha da floração das camélias no Paço de São Cristóvão.

Isabel demorou-se na contemplação, correu ao jardim, acariciou as flores com suas mãos finas de princesa.

Ninguém conta e, talvez, nem tenha acontecido, mas a sensibilidade também registra e, assim, ela adotou a camélia como sua flor. Seus amigos e escravos, que a ela devotavam carinho e amizade, passaram a presenteá-la com camélias, que apanhavam aqui e ali pelos campos silvestres.

A flor foi cultivada em todos os sítios de passagem de Isabel, os escravos passaram a admirar a flor de sua protetora, a tê-la como símbolo. Assim, a camélia tornou-se a flor símbolo da pureza humana em protesto contra a escravidão.

Isabel corporificou a escolha, passando a usá-la na lapela como flor símbolo da redenção do povo brasileiro.

E assim foi.

Poderia a Princesa alimentar paixão pelas flores nobres: rosa, gardênia, cravo, agapanto, crisântemo, mas preferiu a camélia mais selvagem que todas, desafiadora em meio a tantas flores de perfumes e cores mais vibrantes .

Ela fez sua escolha e a doou ao movimento contra a escravatura, como a mais linda senha que a História do Brasil tem registro.....

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