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Escola de Música Santa Cecília abre Série de Concertos com Quarteto de Saxofones
Instituição agora é oficialmente um Ponto de Cultura, reforçando seu compromisso com a democratização do acesso à Arte e à formação Musical

26/03/2025 - 16:33 - No domingo, 30 de março, às 17h, o Teatro Reynaldo Chaves, localizado 4º andar da Escola de Música Santa Cecília, à Rua Marechal Deodoro, 192, Centro, recebe a apresentação inaugural do projeto Concertos Quinzenais – Arte Diversa, com um concerto especial do Quarteto de Saxofones do Clube Musical 1º de Setembro. A entrada é gratuita, não existe necessidade de retirar os ingressos com antecedência e a capacidade do espaço é de 140 lugares.

A história do Quarteto de Saxofones do Clube Musical 1º de Setembro é marcada por inovação e resistência cultural. O grupo surgiu como uma iniciativa da tradicional Banda de Música do clube, que, ao completar 115 anos, segue se reinventando. Composta por 30 músicos, a Banda originou-se no início do século XX, nas dependências da Companhia Petropolitana, e, após a pandemia de Covid-19, apostou na formação de pequenos grupos instrumentais para continuar suas atividades. 

Foi nesse contexto que nasceu o Quarteto de Saxofones, atualmente formado por Alberto Magno (sax soprano), Elienai Maurício (sax alto), Hilton Miguel (sax tenor) e João Paulo (sax barítono), sob a direção musical e regência de Marcelo Vieira.

O grupo já se apresentou em espaços de grande relevância, como a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura, onde, em 2021, realizou um concerto com o programa “Clássicos do Cinema”. Agora, no Teatro Reynaldo Chaves, o repertório do concerto abrangerá uma diversidade de gêneros e períodos musicais, indo do erudito ao popular. O programa inclui obras como “Ainda Me Recordo”, de Pixinguinha e Benedito Lacerda; “Birdland”, de Joe Zawinul; “Libertango”, de Astor Piazzolla; “The Pink Panther”, de Henry Mancini; “The Mission (Gabriel’s Oboe)”, de Ennio Morricone; além de peças de Ernesto Nazareth, Scott Joplin, Tom Jobim e J. S. Bach. A seleção evidencia a versatilidade do quarteto e promete uma experiência envolvente para o público.

A Escola de Música Santa Cecília, ao conquistar o título de Ponto de Cultura, amplia sua missão de democratizar o acesso à arte. O projeto Concertos Quinzenais – Arte Diversa prevê a realização de 20 apresentações musicais ao longo do ano, sempre com entrada gratuita, fortalecendo a cena cultural local e promovendo o intercâmbio entre artistas e a comunidade. “Este é um marco para nossa escola. O reconhecimento como Ponto de Cultura reforça nosso compromisso com a formação musical e a valorização da diversidade artística”, destaca Janine Meirelles, presidente voluntária da instituição.

A estreia do projeto com o Quarteto de Saxofones é um convite ao público para prestigiar um espetáculo que combina técnica, emoção e um repertório rico em nuances. A iniciativa abre caminho para uma série de encontros que prometem transformar o espaço da Escola de Música Santa Cecília em um polo de expressão cultural e troca artística em Petrópolis. Os interessados podem acompanhar a programação e novidades por meio das redes sociais da instituição.

Informações sobre a Escola de Música Santa Cecília, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, à Rua General Osório, 192, Centro, por meio do telefone e WhatsApp (24) 2242-2191, no Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/) ou ainda no Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis).
 
SERVIÇO:

Escola de Música Santa Cecília
Rua General Osório, 192
(25620-160) Centro, Petrópolis – RJ
Google Maps: https://goo.gl/maps/y3euNmLBzsfcwtXv8 

Telefone/ Whatsapp: (24) 2242-2191
Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/)
Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis)

SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA
A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de Fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. 

Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.

Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.

A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de Setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!

Na manhã de 23 de Setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai – representados por instrumentos musicais e a própria escola – iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília. 

De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cine-teatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.

Esta ano, a Escola de Música Santa Cecília comemorou 129 anos de existência. Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.

Carla Coelho
Programação dos filmes em cartaz