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Alunos da Escola Firjan SESI Petrópolis disputam final da Olimpíada Brasileira de História
Competição realizada pela Unicamp teve 18,5 mil equipes inscritas e apenas 314 selecionadas para a etapa final, sendo quatro do Estado do Rio

08/07/2019 - 13:46 - A Escola Firjan SESI Petrópolis está na final da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). A equipe formada pelos estudantes do 2º ano do Ensino Médio, Guilherme Bártholo, João Vítor Nunes e Vítor Carias e, pela professora orientadora Thaís Freitas do Carmo, vai disputar uma medalha na etapa final que acontece em 17 e 18 de agosto, na Unicamp, em Campinas (SP), uma das universidades mais respeitadas do país. Ao todo, 18,5 mil equipes foram inscritas e apenas 314 selecionadas e, somente quatro do Estado Rio.

A competição é direcionada a estudantes do 8º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de todo o Brasil. O objetivo é aprender a história do Brasil abordando temas a partir de documentos históricos, imagens, mapas, textos acadêmicos, pesquisas inéditas e debates historiográficos.

“A Olimpíada é um desafio original, onde o conhecimento prévio em história tradicional não é suficiente para a solução das provas. Os estudantes precisam reunir diversas habilidades e competências para investigar e encontrar as respostas corretas que estão inseridas nos materiais disponibilizados. Saber interpretar uma fonte histórica, refletir sobre o tema e ter análise crítica é mais importante neste desafio do que o conteúdo dos livros escolares”, explicou a professora Thaís Freitas do Carmo.

A competição é uma oportunidade de instigar nos alunos o interesse pelo conhecimento e de aguçar a curiosidade sobre a nossa História. Por ser realizada em equipe, ela ainda possibilita o trabalho de cooperação. “Eles são exigidos ao máximo. São convidados a sair da postura de aluno e assumir o papel de pesquisador, incentivados o tempo todo ao conhecimento e assim se transformam em protagonistas da aprendizagem” lembra a educadora.

“Ao longo da vida escolar, esses jovens desenvolveram o senso crítico e a capacidade de analisar diferentes contextos. Nesse sentido, chegaram para esta olimpíada com muita bagagem. Este conjunto de atributos é o que faz destes estudantes finalistas da Olimpíada” garantiu Thaís.

O tema do ano é "Os Excluídos da História", uma perspectiva que engloba importantes personagens da construção do Brasil, mas que não tiveram o devido espaço nos livros de História do Brasil. Negros, índios, mulheres, imigrantes, loucos são características do perfil buscado pela banca avaliadora da Unicamp.

Para chegar até a final, os alunos foram aprovados em sete etapas: seis desafios online, com duração de uma semana cada, e uma presencial. Cada fase possui 11 questões mais uma tarefa a serem respondidas no prazo de uma semana.

A ONHB é uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. Com gosto por pesquisas, Vitor Carias acredita que este foi o estímulo certo para que a equipe fosse adiante na competição. “O time foi crescendo ao longo das etapas. Ficamos mais interessados conforme os desafios eram propostos e, isso, nos deu mais vontade seguir adiante”, pontuou.

Segundo o Guilherme Bártholo, o principal desafio enfrentado pela equipe até o momento foi a pesquisa histórica sobre Nair de Teffé (1886-1981), personagem de grande relevância, visto que foi a primeira mulher caricaturista do mundo, porém pouco lembrada pela história tradicional. “Fomos desafiados a ir a fundo num tema, num perfil. Foi preciso ir à biblioteca, revirar documentos históricos, recortes de jornais para entender o tamanho e a importância de Nair de Teffé, uma figura fora dos padrões, mulher à frente de seu tempo”, explicou.

A Olimpíada também mobiliza temas interdisciplinares (geografia, literatura, arqueologia, urbanismo, atualidades) e tem impacto positivo na leitura, compreensão e escrita dos estudantes participantes.

Interessado em cursar a faculdade de Direito, João Vitor acredita que os desafios impostos na Olimpíada da História vão contribuir para carreira e currículo de todos. “Tenho certeza que os conhecimentos adquiridos na realização das tarefas, a intepretação e a síntese das respostas vai ajudar na preparação do vestibular e do Enem, além de ser um grande diferencial no currículo”, disse.

Na cerimônia serão distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze, de acordo com a pontuação das equipes. Os demais participantes recebem medalhas de honra ao mérito. Neste ano, medalhistas de ouro e prata poderão concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp. “É uma grande vitória estar entre 314 equipes de todo o país e somente 4 do Rio de Janeiro. Além da chance de uma medalha, a troca de experiências com jovens de outros estados e a possibilidade de enriquecer o aprendizado de história num projeto tão respeitado como este é o mais valioso”, completou Thaís.
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