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Empresários da Indústria pedem Melhorias e Investimentos em Mobilidade Urbana em Petrópolis
01/07/2019 - 14:42 - Não é novidade para ninguém que a soma entre a falta de investimentos em transporte público e excesso de veículos particulares daria numa equação difícil de resolver. Ligados a outros fatores como ruas estreitas e sinuosas, pequena malha viária, excesso de lombadas, estacionamentos proibidos e, principalmente, falta de planejamento urbano, o trânsito de Petrópolis deu um nó.

Representantes das indústrias de Petrópolis cobraram mudanças e mais investimentos em mobilidade urbana, trânsito e, principalmente, no transporte coletivo. O assunto foi debatido durante reunião do Conselho Empresarial da Firjan Serrana em 27 de junho.

Conselheira da Firjan, a empresária Waltraud Keuper Rodrigues Pereira, pontuou que dificuldades logísticas e de mobilidade são apontadas há anos como um gargalo para o desenvolvimento, já que afetam o dia a dia das pessoas, comércio, serviços e das indústrias instaladas aqui, uma vez que causa impacto na produtividade e no custo final das mercadorias. “Faz anos que o município sofre o mesmo problema. A forma como as autoridades e órgãos pensam o trânsito das cidades, a falta de planejamento e cultura da população, são sintomas reais de um grave problema que estamos vivendo e viveremos por anos”, destacou.

Estudo elaborado pela Firjan em 2016 apontou que o tempo perdido pelos trabalhadores de Petrópolis no trajeto casa-trabalho-casa demora, em média, 2 horas por dia no trajeto de ida e volta e gera um custo de R$ 398 milhões. “Esta é a realidade da metade dos trabalhadores de Petrópolis, mas há aqueles que moram nos distritos e chegam a ficar 4 horas dentro dos ônibus para ir para casa após o dia cansativo de trabalho. O cenário era assustador anos atrás, mesmo assim nada foi feito”, lembrou Waltraud.

Segundo a empresária, as melhorias no transporte público não se resumem a exigência de ônibus novos. “O trânsito é um sistema vivo e dinâmico e, por isso, é preciso pensar mais adiante no deslocamento das pessoas. A prioridade deve ser sempre o transporte coletivo e, por isso, mudanças pensando o futuro e o bem-estar das pessoas devem ser tomadas, mesmo que inovadoras e radicais. É preciso usar as tecnologias disponíveis e novos modais que estão ao alcance em favor da cidade”, pontuou.

Os problemas de mobilidade em Petrópolis integram o Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016-2025, documento que aponta áreas sensíveis e que necessitam de investimentos para a melhoria do ambiente de negócios no estado. Entre os problemas listados está a melhoria dos acessos à cidade pelo Bingen e Quitandinha. Os dois bairros sofrem os mesmos problemas: vias estreitas com apenas uma faixa de rolamento, excesso de lombadas e inúmeros cruzamentos para entradas e saídas de estabelecimentos comerciais, o que impossibilita a fluidez do trânsito e causa impacto direto na mobilidade e na vizinhança evidenciando a falta de planejamento urbano.

Outro caso simbólico é a necessidade de adequação da capacidade da Estrada União e Indústria com a construção da terceira pista em determinados trechos, melhorando a fluidez do trânsito na ligação com os distritos.

O caso do distrito de Itaipava é grave. O distrito mais famoso da cidade sofre com engarrafamentos diários em seguidos trechos, principalmente, em pontos de interseção com outras vias. “Até mesmo onde era possível planejar, criar vias alternativas, rotatórias, corredores exclusivos para ônibus e olhar para a questão da mobilidade nada foi feito. É um passivo de mais de 30 anos e que poderá ser contornado com trabalho conjunto de órgãos públicos e sociedade civil. Será trabalhoso? Com certeza, mas exigirá debates e mudança de paradigmas”, enfatizou Waltraud Keuper.
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