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Saúde cobra dos Médicos do Ambulatório do HMNSE Carga Horária de 20 Horas Semanais
Profissionais que não concordarem serão substituídos

Secretaria faz adequações conforme regulamentação dos ministérios da Saúde e Trabalho

29/01/2019 - 18:02 - A Secretaria de Saúde apresentou, nesta terça-feira (29.01), aos médicos do ambulatório do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) a exigência do cumprimento da carga horária de 20 horas semanais.  A reunião teve a presença do representante do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Guilherme Toledo e do presidente do Conselho de Saúde, Rogério Tosta. Nesta quarta-feira (30.01) o setor de Recursos Humanos fará redimensionamento e adequação da carga horária dos médicos. Profissionais que não se adequarem poderão se desligar do HMNSE e será feita contratação emergencial.

A Secretaria de Saúde identificou médicos trabalhando menos horas do que deveriam. Atendimentos eram feitos por 3 a 4 horas, porém o pagamento era feito baseado em plantão integral.  O caso que mais chamou a atenção foi de um médico contratado para 7 plantões mensais  que somam 168 horas trabalhadas, mas que cumpria menos de 23 horas em um mês, horas que eram fracionadas em vários dias.

A Secretaria está determinando que os profissionais vão precisar cumprir 20 horas semanais – que podem ser dividas em três turnos - em um total de 80 horas de atendimento mensais. Consultas e exames que deixaram de ser feitos esta semana serão remarcados. O atendimento emergencial ocorre normalmente.

Desde de outubro, quando a Secretaria deu início à reformulação do RH, que segue os parâmetros dos ministérios da Saúde e do Trabalho, os médicos passaram a registrar a carga horária trabalhada manualmente. “Com isso identificamos algumas incoerências e estamos ajustando para que o trabalho seja realizado conforme as normas”, destaca a secretária de Saúde, Fabíola Heck.

A adequação da carga horária será feita conforme especificidade de cada tipo de atendimento, havendo,  por exemplo, um modelo para os médicos do ambulatório de ortopedia e outro para os profissionais que realizam exames. “Estamos apresentando o que deve ser cumprido e esperamos chegar a um acordo que possa normalizar a situação. O médico que não concordar, poderá ser substituído”, destaca a secretária. 
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