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Casa do Colono comemora 42 Anos de Fundação
Data de Aniversário do Museu é a mesma da Fundação da Cidade de Petrópolis, dia 16 de Março

11/03/2018 - 08:36 - A importância do dia 16 de março não é apenas pelo aniversário de Petrópolis. Na mesma data, este ano, o Museu Casa do Colono também comemora seus 42 anos de fundação. A antiga casa do imigrante germânico Johann Gottlieb Kaiser, construída em 1847, foi transformada em museu e inaugurado em 1976. Desde então, é um importante atrativo não só para o turismo, mas, principalmente, para a preservação da cultura germânica na cidade, representando a maneira simples vivida pelos primeiros colonos alemães por aqui. A herança deixada por eles é presença marcante na vida dos moradores até hoje, que pode ser percebida nos nossos sobrenomes, nomes de ruas, bairros, na culinária, na arquitetura, nas manifestações culturais. 

Visitar o Museu Casa do Colono vai além de um simples passeio por um ponto turístico. Lá, o visitante é recebido com uma verdadeira aula de história. E para comemorar o aniversário do museu, o Instituto Municipal de Cultura e Esportes vai reativar este ano o projeto de contação de história “Minha Cidade tem História para Contar”, que leva o público a uma viagem no tempo de forma lúdica e interativa. Para a museóloga Ana Carolina Vieira, assim, o museu cumpre ainda mais a sua missão educativa de preservação da memória e difusão do conhecimento, além de fortalecer a relação dos moradores com o patrimônio cultural e o sentimento de carinho com o espaço.

"Os museus são instituições culturais de extrema importância educacional e de discussão sobre o futuro. E o Museu Casa do Colono cumpre o seu papel de preservar e valorizar a memória dos trabalhadores germânicos que ajudaram a construir e desenvolver a cidade de Petrópolis, transmitindo essa história às novas gerações", explica.

Só no ano passado, o museu recebeu 16.178 visitantes. E nos dois primeiros meses de 2018, o número já soma 779. No local, estão mobiliário, utensílios de uso doméstico e de trabalho, reproduções fotográficas, quadros e objetos de uso pessoal que chegaram até o museu através de doações feitas pelos descendentes de colonos germânicos, além do apoio do Museu Imperial com empréstimo de acervos.

Símbolo da contribuição dos imigrantes alemães para o nascimento e expansão da cidade, ao ser transformada em museu,a centenária casafoi reestruturada a forma original da construção simples, erguida com ripas de coqueiro, paredes de pau a pique, madeira para o vigamento e colunas sob alicerces de pedra bruta. Características semelhantes às casas da antiga Simern (cidade da Alemanha que inspirou a denominação do bairroSiméria em Petrópolis) e de aldeias às margens do Rio Mosel na Alemanha do século XIX.

O coordenador do Museu, Didair da Silva, explica que a casa é única em toda cidade. “Só restou essa, com essas características, em todo município, do período que a cidade foi colonizada. É toda de encaixe, não tem pregos, nem concreto. O dono da casa foi um dos milhares de colonos que viveram em Petrópolis. Ele chegou primeiro no Rio de Janeiro e, depois, aposentado, veio para a cidade, que chamava muita a atenção por ser destino da família real”, destaca.

Mais do que seu modo de viver, o museu revela ainda a adaptação do imigrante para viver em terras brasileiras. A disposição dos cômodos da casa mostra essa adequação. As casas rurais típicas da Germânia eram normalmente construídas ao redor de um fogão central, utilizado não apenas para cozinhar, mas também para aquecer, no rigoroso inverno europeu. Já no Brasil, há uma separação nítida entre sala, cozinha e banheiro.

O Museu Casa do Colono fica na Rua Cristóvão Colombo, 1.034, na Castelânea. A visitação funciona de terça a domingo, das 8h30 às 16h, com entrada gratuita.

Influência alemã por toda parte

A influência alemã está por toda parte em Petrópolis. Assim como o Museu Casa do Colono, a cidade ainda preserva traços da cultura germânica. Essa herança pode ser percebida na culinária, por exemplo, em nossos pães, doces, biscoitos e linguiças. Pelas ruas, além da arquitetura dos prédios e casas, a influência está em seus próprios nomes, nos nomes dos bairros, como aCastelânea, que abriga o museu. Nas manifestações culturais, Petrópolis é hoje celeiro de corais, uma tradição também germânica, além dos grupos de danças folclóricas.

Petrópolis também é palco do segundo maior evento cultural em homenagem à colonização alemã no Brasil, a Bauenfest, que este ano está marcada para o período de 22 de junho a 1° de julho.

Há ainda influência dos colonos na produção industrial da cidade, nas primeiras fábricas de tecido e tecelagem, cervejarias, serrarias, marcenarias e do ramo moveleiro.
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