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Manutenção de Redes Pluviais alcança 748 Pontos em 222 Locais
11/02/2018 - 07:50 - Trabalho de manutenção de rede de águas pluviais tem sido intenso em Petrópolis por causa desses problemas. Só nessa semana, quatro locais tiveram problemas para passagem de ônibus por causa de rompimento de manilhas.

A Secretaria de Obras precisou agir rapidamente para permitir a volta da circulação do transporte coletivo na Rua Cândido Portinari (Mosela), na Rua João Macedo (Gulf), na Rua Aldo Tamancoldi (Alto da Serra) e na Rua João Balter (Bataillard). Em todas elas, foi necessário trocar as peças quebradas. Em toda a cidade houve manutenção, em 2017, em 748 pontos em 222 locais.

E o que explica esses problemas são três fatores: a chuva intensa, o adensamento populacional e a corrosão das manilhas por reagentes químicos presentes na água. As manilhas têm vida útil, em média, de 40 a 50 anos. E a maior parte da rede de águas pluviais é antiga, foi implantada há mais de 30 anos. Uma época em que a população era menor: de acordo com o levantamento populacional do IBGE, em 1980 Petrópolis tinha 242 mil habitantes – bem distante da estimativa feita no ano passado, de 298 mil pessoas.

“As redes eram feitas para atender um determinado número de pessoas e hoje acaba atendendo mais. Uma rua que tinha 20 casas há anos atrás agora tem 30. Isso traz impacto para a rede”, explica o gerente de manutenção viária, Carlos Alberto Ribeiro – ele é o responsável pelo serviço de manutenção de rede na Secretaria de Obras.

Na Rua Cândido Portinari, uma das que teve o problema esta semana, o serviço foi feito pela segunda vez em seis meses. Porém, o problema ocorreu em pontos diferentes, o que ajuda a evidenciar que a rede é muito antiga.

“No ano passado já havia tido esse mesmo problema e eles tiveram que vir aqui para fazer a manutenção. Mas o pessoal veio rápido para fazer o trabalho e é muito importante porque o ônibus acaba não subindo a rua e atrapalha a gente”, disse o industriário Antônio Pascoal, que mora na Rua Cândido Portinari.

Mais chuva, mais problemas com manilhas

O principal fator, no entanto, é chuva, que tem sido maior nos últimos tempos. Em janeiro de 2018, alguns locais chegaram a registrar um volume de água de 180% acima do mesmo mês no ano passado. No Dr. Thouzet, por exemplo, o acumulado de chuva este ano foi de 520 milímetros, muito mais alto que os 186 milímetros registrados em 2017. Isso não foi uma situação isolada: quase todos os pluviômetros da cidade tiveram um volume de chuva maior.

O motivo, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), é o maior número frentes frias estacionadas sobre a região Serrana, um fenômeno “normal” para órgão, mas que aumenta o volume de água passando pelas redes pluviais.

“A força da água é muito grande e as manilhas, que foram colocadas em uma época com vazão menor, não aguentam. Aliado a isso, está a corrosão, que é causada por produtos químicos comuns no dia a dia, como cloro usado no tratamento da água”, prossegue Carlos Alberto Ribeiro. Ele afirma que a corrosão pode diminuir a vida útil das manilhas em até 30%.

Também é pela força da água que abrem os buracos na rua – que são o indício mais visível de problema na rede de águas pluviais. Quando a manilha quebra, o material que faz o aterramento cai dentro da rede. A força da água leva esse material (terra) até o rio, abrindo espaço para mais que mais terra caia e seja arrastada. Esse é um ciclo que só tem fim quando é feita a substituição da peça quebrada.

Troca de manilhas é a solução mais viável

Só em 2017, a manutenção de rede de águas pluviais ocorreu 748 vezes em 222 locais. Só na última semana, houve troca de manilhas, além dos quatro locais que tiveram problemas para passagem do ônibus, nas ruas Alberto de Oliveira, Pedras Brancas (Mosela), Nelson Ferreira da Silva (Nova Cascatinha), Marechal Hermes (Quarteirão Ingelheim), Uruguai, Paula Buarque, Rua Colômbia (Quitandinha), Vital Brasil, Custódio Ferreira da Costa (São Sebastião), Almirante Tamandaré, Roberto Silveira, Oscar Weinscheck (Centro), Edson Carlos da Souza (Alcobacinha) eLocarno (Morin).

A simples substituição das manilhas quebradas por outras peças novas é a solução mais viável porque ela traz uma resposta rápida para o problema. Além disso, as novas manilhas também podem durar até 40 ou 50 anos, dependendo da forma de uso e da força da chuva ao longo do tempo.

“Naturalmente qualquer pessoa pode pensar que o melhor caminho é substituir toda a rede da cidade. Mas para fazer a substituição de uma rede em uma rua simples, a obra pode durar talvez dois ou três meses.Se apenas um dia sem ônibus já causa um prejuízo grande para os moradores, com uma obra maior, o impacto pode ser ainda maior. Ou seja, não é simples seja no aspecto financeiro seja na viabilidade técnica”, diz o secretário de Obras, Ronaldo Medeiros.

A Secretaria de Obras mantém cinco equipes para fazer a manutenção da rede em toda cidade, todos os dias – inclusive fins de semana e feriados. Normalmente, o serviço é feito em um ou dois dias. Em caso de necessidade, como ao constatar um buraco na rua, a população pode pedir o serviço para a equipe de manutenção viária pelos telefones: 2246-8620 / 2246-8621 (Centro e arredores); 2246-8701 / 2246-8625 (Distritos); ou 2246-8702 (Posse).
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