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Contato entre bocas de mãe e filho pode prejudicar a Saúde do Bebê
02/05/2017 - 18:30 - Risco de doenças, como o sapinho, se deve ao fato do sistema imunológico da criança ainda ser imaturo. Seja no Dia das Mães, que será comemorado no domingo, dia 7 de maio, ou em qualquer dia do ano, nenhuma mulher dispensa o beijo de um filho. Mas alguns cuidados são essenciais, especialmente no caso de crianças pequenas. O contato muito próximo entre a boca da mãe e do bebê é um gesto de carinho que pode trazer consequências para a saúde do pequeno, como a candidíase oral, o popular sapinho.
 
Através de gestos simples, como “provar” uma papinha e servir na mesma colher, a mulher acaba fazendo a transferência de micro-organismos para a criança, que vai correr o risco de desenvolver doenças.
 
Quanto mais nova for a criança, maiores serão os riscos do surgimento de problemas, devido ao sistema imunológico ainda ser imaturo. O dentista Márcio Marques, do Instituto Rio, explica que o fato de “introduzir” a flora bacteriana de um adulto em uma criança irá interferir no seu desenvolvimento natural.
 
“É como se houvesse uma invasão de bactérias e outros organismos patogênicos em um ambiente que não está preparado para se defender. Por isso, hábitos como o de deixar o bebê beijar a boca da mãe ou a mulher provar a comida dele e servir na mesma colher devem ser eliminados do dia a dia”, explica o especialista.
 
O popular sapinho está entre os quadros mais comuns, especialmente em bebês abaixo dos seis meses. Os sintomas da infecção causada pelo fungo cândida são o aparecimento de pequenos pontinhos brancos na cavidade oral e até bochechas. O problema causa desconforto e dor, muitas vezes levando o bebê a recusar a alimentação.
 
Além da candidíase oral, os pequenos também ficam mais expostos a doenças periodontais (que afetam a gengiva) e cáries, no caso de crianças que já estão com os dentinhos nascendo.
 
“Este é um dos muito fatores que levam as famílias a terem o mesmo padrão de doença bucal, já que, neste caso, uma mãe com flora cariogênica estará transferindo as bactérias que provocam a doença diretamente para o filho”, acrescenta Márcio Marques, ressaltando que este também é mais um motivo para que os pais cuidem da própria saúde bucal.
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