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Catadores de Lixo querem mais Espaço para discutir Coleta Seletiva
04/05/2015 - 18:15 - Catadores de lixo do Rio de Janeiro reclamam da falta de representação no conselho gestor que administra verba de R$ 50 milhões, destinada desde 2011, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Prefeitura do Rio, para a coleta seletiva no município. “Precisamos de um espaço no conselho para discutir o que é necessário para a categoria. Não adianta comprar caminhão de rolo compressor para o nosso trabalho, como foi feito. Isso só mostra que o projeto se tornou um processo de fortalecimento das empresas de lixo e não dos catadores”, disse o coordenador do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Alexandre Freitas. A CPI dos lixões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realizou audiência pública nesta segunda-feira (04/05).
 
O recurso seria destinado à inclusão de nova frota de caminhões coletores, especialização de pessoal para operar nas ruas e junto às cooperativas, e apoio logístico reforçado. No entanto, os investimentos não foram realizados, segundo o MNCR. “As únicas coisas que conquistamos até hoje foram três centrais de triagem, sendo que apenas duas funcionam - uma em Irajá e outra em Bangu. A da Central do Brasil foi construída, mas já informaram que não vai funcionar, e isso nos preocupa. No projeto, constava a criação de seis centrais, o dobro do que temos hoje”, afirmou a catadora Claudete Costa.  O projeto da prefeitura do Rio previa a organização de 1.500 catadores e a participação de 25 cooperativas existentes, que receberiam infraestrutura e o material da coleta seletiva feita pela Comlurb, empresa municipal de coleta de lixo. A verba do BNDES ainda não foi utilizada, segundo representantes do MNCR.
 
Fechamento dos Lixões
 
Além dessa questão, os representantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis se preocupam com o fechamento dos lixões. “Queremos dar sequência ao fechamento de alguns lixões, mas garantindo a inclusão econômica desses trabalhadores. A maior preocupação é com os aterros que já fecharam sem essa inclusão, ferindo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos”, disse o coordenador do MNCR. Um desses casos é o do lixão de Itaoca, no município de São Gonçalo, desativado em 2012. “Os catadores de lá vivem na miséria, fecharam o lixão e não deram outra fonte de renda para essas pessoas. O governo federal e a prefeitura de São Gonçalo prometeram construir 2.100 casas para os catadores da região, mas até hoje nenhuma construção foi feita”, contou Adeir Albino da Silva, ex-catador do lixão de Itaoca, .
 
O presidente da CPI, deputado Dr. Sadinoel (PT), disse que vai agendar uma visita técnica ao local. “Ainda essa semana vou marcar uma reunião extraordinária para deliberar sobre a visita, quero fazer isso com urgência, a situação na região está grave e precisamos conversar com essas pessoas”, afirmou o parlamentar. O deputado Dr. Julianelli (PSol) também esteve presente à reunião.
 
(Texto de Buanna Rosa)

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