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Breve Histórico Sobre a Princesa Isabel - A Redentora
  1. D. Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Raphaela Gonzaga (de Bragança e Borbone - até 1864)
    D. Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Raphaela Gonzaga (de Orleans e Bragança - após 1864)

2º filho (1ª menina) do Imperador Senhor D. Pedro II o Magnânimo (*1825 †1891) e da Imperatriz Senhora D. Thereza Christina a Mãe dos Brasileiros (*1822 †1889).

Nascida no Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Rio de Janeiro, em 29 de Julho de 1846.

Batizada na Capela Imperial da Quinta da Boa Vista, em 15 de Novembro de 1846, por S.E.R. o Senhor Bispo do Rio de Janeiro, D. Manoel do Monte Rodrigues de Araújo, Conde de Irajá, sendo Padrinho S.M.F. o Augusto Senhor D. Fernando II, Rei de Portugal, marido da tia paterna (D. Maria II) e Madrinha S.M. a Augusta Senhora D. Maria Isabella, Rainha Mãe das Duas Sicílias, avó materna; representados, respectivamente, por S.E. o Senhor Marquês de Itanhahém (Manuel Ignácio de Andrada Souto-Maior Pinto Coelho) e S.E. a Senhora Marquesa de Maceió (Guilhermina Adelaide Carneiro-Leão de Sousa-Coutinho).

Declarada solenemente pela Assembléia Geral do Império herdeira do trono imperial, definitivamente como Princesa Imperial do Brasil, em 10 de agosto de 1850 (aos quatro anos de idade).

Prestadora do Juramento de herdeira do trono no Senado Imperial, em 29 de Julho de 1860 (aos quatorze anos).

Casada na Catedral Imperial de Nossa Senhora do Carmo, Rio de Janeiro, em 15 de Outubro de 1864, com seu primo,
Louis-Philippe-Marie-Ferdinand-Gaston d´Orléans et Sachsen-Coburg-und-Gotha, Príncipe de Bourbon-Orleans, Conde d´Eu (*1842 †1922)

Mãe de quatro filhos:
D. Luiza Victoria de Orleans e Bragança (*†1874)
D. Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança (*1875 †1940)
D. Luiz de Orleans e Bragança (*1878 †1920)
D. Antonio de Orleans e Bragança (*1881 †1918)

Princesa Imperial Regente do Brasil
1ª Regência - 25 de maio de 1871 a 31 de março de 1872
2ª Regência - 26 de março de 1876 a 25 de setembro de 1877
3 ª Regência - 30 de junho de 1887 a 22 de agosto de 1888

Condecorada por S.S. o Papa Leão XIII com a Rosa de Ouro, em 28 de Setembro de 1888.

Banida do território nacional, juntamente com seus augustos pais, seu marido, seus filhos e alguns amigos da Família Imperial, a 17 de novembro de 1889.

Sucessora de D. Pedro II como D. ISABEL I, Chefe da Casa Imperial e Imperatriz de direito do Brasil, em 5 de dezembro de 1891, em Paris, França, reconhecida pela representação dos estadistas e nobres brasileiros que a acompanhavam no amargo momento da morte do Imperador.

Falecida no exílio, no Castelo de Eu, Normandia (França), em 14 de Novembro de 1921 (aos setenta e cinco anos).

Velada na Igreja Colegial de Eu, até 18 de novembro de 1921 e, depois, enterrada no Mausoléu da Casa de Orleans, na Capela Real de Dreux (França).

Restos mortais trasladados para o Brasil, em 1953, juntamente com os de D. Gastão, e depositados na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro até 9 de maio de 1971, quando foram levados para a Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos.

Dali partindo, a 12 de maio de 1971, para Petrópolis, a fim de serem condignamente dispostos no Mausoléu Imperial da Catedral de São Pedro de Alcantara, ao lado de D. Pedro II e D. Thereza Christina.

Finalmente inumada em 13 de Maio de 1971 na Catedral, após Missa Solene celebrada pelo Senhor Bispo de Petrópolis, D. Manuel Pedro da Cunha Cintra, com a presença de D. Pedro Henrique (*1909 †1981), neto e sucessor de D. Isabel na Chefia da Casa Imperial, de vários Príncipes do Brasil e Príncipes de Orleans-e-Bragança, e do então Príncipe da Beira, D. Duarte Pio, herdeiro do trono português, todos netos e bisnetos da Redentora, além das mais altas autoridades da República brasileira.

• Por que D. Isabel é a REDENTORA?

Porque assim ela foi aclamada, na ocasião do 13 de Maio de 1888. Por seu Pai, D. Pedro II, convalescente em Milão, que mandou telegrafar: "Abraço à Redentora. Seu Pai Pedro".

Pelo povo, que numa exaltação jamais vista em nossa História pátria, comprimia-se no Paço da Cidade (atualmente chamado Paço Imperial, na Praça XV, centro do Rio), dando vivas à Princesa Imperial Regente, com os qualificativos de Santa, Mãe dos Cativos ou Redentora.

• O que D. Isabel REDIMIU?

D. Isabel de Bragança redimiu o BRASIL. Apesar de ser descrita como REDENTORA apenas dos escravos brasileiros, seu gesto representa simbolicamente bem mais do que isso.

Ao assinar a Lei de nº. 3353, que o povo denominou Lei Áurea (lei de ouro), provavelmente porque a pena com que foi assinada pela Regente era banhada a ouro, D. Isabel estava se redimindo, e aos seus antepassados, pela responsabilidade de governantes dos povos lusitano e brasileiro, que haviam escravizado os negros africanos, tanto lá no Velho Continente, quanto aqui na América.

Também redimia especificamente a história grandiosa de nosso Império, cuja mácula fora sempre a ESCRAVIDÃO.

Por fim, remia a todos os negros do Brasil, não só os que ainda se encontravam no cativeiro - cerca de 600 a 700 mil -, mas a qualquer um deles, que passavam dali em diante a não mais serem "libertos" ou "forros" e sim SÚDITOS DO IMPÉRIO, ou seja, CIDADÃOS BRASILEIROS.

• D. Isabel é a única responsável pela REDENÇÃO DO BRASIL?

Evidente que não!
Essa redenção tem uma história muito longa. Dos escritos de José Bonifácio, ainda nos tempos da Independência do Brasil (década de 1820), até os grandes discursos abolicionistas (década de 1880), houve muitos brasileiros contrários ao regime de trabalho escravo.

O maior proponente do fim da escravatura no Brasil era o próprio Imperador. Apesar de gradualista, D. Pedro II sempre defendeu com veemência o término do cativeiro e a adoção de práticas assalariadas de trabalho. Sendo, contudo, um monarca constitucional (Chefe de Estado e não de Governo) e somente podendo administrar o País em conjunto com o Parlamento, não pôde jamais ter a felicidade, ele próprio, de sancionar uma lei de extinção total da escravidão.

Muito embora tenha sido o grande responsável pelas leis que antecederam a de nº. 3353 - Lei "Euzébio de Queiroz" (extinção do tráfico negreiro - 1850), Lei do Ventre Livre, assinada por sua filha, na 1ª Regência (1871), Lei dos Sexagenários (1885) - D. Pedro II sempre confiou no constitucionalismo brasileiro dando cabo legalmente à instituição servil. Seus principais artifícios foram sempre, como é bem sabido, as Falas do Trono, i.e., os discursos de abertura e fechamento do ano legislativo, na Assembléia Geral do Império.

• Mas então por que D. Isabel deve ser considerada a grande heroína do FIM DA ESCRAVIDÃO e da REDENÇÃO DO BRASIL?

Porque foi ela, auxiliada por alguns portentosos homens de governo, quem conseguiu adiantar um processo histórico que poderia se arrastar ainda por mais de uma década. Existem documentos do fim do Império que indicam o término da escravidão no Brasil em torno do ano de 1910...

Além do mais, seu gesto representa simbolicamente, como já dissemos, a REDENÇÃO de nossa própria Monarquia, uma vez que ela, a futura Imperatriz, perfeitamente cônscia de que aquele ato poderia gerar graves crises, abalando imensamente a sustentabilidade do Estado Monárquico, optou pela Abolição.

Uma Abolição incondicional, como se sabe, ou seja, sem indenização aos senhores de escravos, como se exigia então.

Em outras palavras, optando pela Abolição, D. Isabel talvez tenha optado também, involuntariamente, pelo avanço do republicanismo e o agravamento das relações entre a elite dirigente brasileira, mormente a aristocracia rural, e a Realeza.

Contudo, é ela própria quem nos dá a resposta a isso: "Se mil outros tronos eu tivesse, mil eu perderia para por fim à escravidão!"

• Mas se a Abolição não trouxe melhorias à vida dos negros, quais foram os benefícios reais dela?

Além da óbvia LIBERDADE individual, um dos mais preciosos dons da Humanidade, os negros ganharam, como já foi dito, a CIDADANIA brasileira, algo que era restrito à classe senhorial. É bem verdade que a cidadania plena, com direito a votar e serem votados, por exemplo, só existia em potencial, uma vez que em primeiro lugar deveria haver a assimilação social do elemento negro como trabalhador e depois sua devida ascensão para que pudesse atuar dignamente como sujeito político.

Todavia, é bem sabido que o caminho histórico para que tal situação florescesse foi absolutamente interrompido, com o fatídico golpe militar de 15 de Novembro de 1889. Dali em diante, viu-se claramente que a antiga aristocracia rural, agora corrompida em oligarquia rural, jamais permitiria o acesso dos negros à plenitude cidadã.

Traindo a Dinastia Imperial e apoiando golpisiticamente os militares que instalaram uma Ditadura no Brasil, os antigos "sinhôs" tomaram verdadeiramente o poder no Brasil, através do fenômeno histórico do coronelismo, onde o poder municipal subvencionava e era subvencionado pelo poder estadual, este fazendo o mesmo em relação ao poder central.

Isto significa que se a Monarquia tivesse continuado e D. ISABEL I tivesse reinado, não haveria a pauperização dos negros e eles teriam recebido o devido tratamento de CIDADÃOS BRASILEIROS?

Exatamente isso!
Apesar de existir uma premissa entre os historiadores de que não há História com "se", ou seja, História do contra-factual ou História condicional, existem inúmeros relatos de época que denotam o quanto representou de decadência para o Brasil a transição do século XIX para o XX, com os caudilhescos Presidentes-generais e depois os reacionários Presidentes-oligarcas da República Velha governando o País, reprimindo violetamente revoltas populares, esmagando a cultura popular mestiça, delirando em suas práticas elitistas de governo, embasadas em teorias raciais européias...

É mais do que cristalino que D. ISABEL I e o III Reinado teriam representado uma era radicalmente diferente em nossa História!

Para saber mais sobre nossa princesa consulte Instituto D. Isabel - a Redentora - http://www.idisabel.org.br

fonte: http://www.idisabel.org.br - Instituto D. Isabel - a Redentora

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