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Uso de biodegradáveis é obrigatório para lava-rápidos do Estado do Rio
01/03/2014 - 08:31 - Medida de proteção ao meio ambiente, o uso de produtos biodegradáveis agora é obrigatório para lava-rápidos em todo o estado, conforme determina a Lei 6.735/14, do deputado Bernardo Rossi (PMDB), sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada sexta-feira (28/3) no Diário Oficial do Executivo. O governo vai regulamentar a nova regra, incluindo prazo de adaptação dos estabelecimentos à lei e as punições para seu descumprimento.

A lei classifica como biodegradável os produtos que se decompõem facilmente pela ação bacteriana.  “A ideia é despertar nesses estabelecimentos comerciais a importância da consciência ambiental”, explica Bernardo Rossi, que defende nos dias atuais fácil acesso a produtos do gênero e com preços acessíveis.

A maioria dos produtos de limpeza, mesmo considerados inofensivos, poluem em demasia e causam riscos à saúde por conterem resíduos de petróleo e produtos químicos. Eles são de difícil degradação na natureza. Produtos biodegradáveis, feitos de ingredientes vegetais, são transformados em poucos dias em matéria orgânica e incorporados ao solo em poucos dias. Outros produtos, até mesmo um comum sabão em pó, demoram mais de 20 anos para serem degradados.

"Hoje existe uma gama de sabões, detergentes e outros produtos para serem consumidos em casas ou usados em estabelecimentos como lavas-jato, no mercado. Eles têm preços acessíveis que estão se tornando ainda mais baratos em função de uma forte concorrência no mercado de artigos que preservam o meio ambiente", defende o parlamentar.

Pesquisa realizada pela National Geographic Society em 17 países aponta que o consumidor brasileiro é o terceiro mais consciente, perdendo apenas para os indianos e chineses. "O consumidor consciente tem abandonado os produtos convencionais e optado pelos que não ferem o Meio Ambiente. O proprietário de um veículo que usa um lava-jato é um consumidor diferenciado em poder aquisitivo que vai apoiar a iniciativa. E o estabelecimento ganha em marketing pelo benefício que está agregando ao serviço. Hoje, ser "verde", não é mais tão caro assim como em décadas passadas quando esta consciência ambiental ainda engatinhava", defende Bernardo Rossi.

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