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Trajano de Moraes tem oficina de compostagem e conservação de solos
Iniciativa estimula produtores a fazer transição agroecológica

27/11/2013 - 14:31 - Interessados em produzir melhor e com equilíbrio ambiental, agricultores familiares da microbacia Alto Macabu, em Trajano de Moraes, participaram da segunda oficina de manejo ecológico do solo, na última sexta-feira (22/11). O evento foi mais uma realização da Rede de Pesquisa, Inovação, Tecnologia e Serviços Sustentáveis em Microbacias Hidrográficas da Região Serrana, fórum que agrega instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão rural, dentre elas a secretaria estadual de Agricultura (através das empresas vinculadas Emater-Rio e Pesagro-Rio e do Programa Rio Rural).

Coordenada pelos engenheiros agrônomos Ana Paula Pegorer e Eiser Felippe, ambos consultores do Rio Rural, a atividade reuniu cerca de 40 agricultores das localidades Gravatá, Ponte de Zinco, Tirol, Babilônia, Alto Macabu e também do município de Bom Jardim. Trata-se de um projeto de capacitação em agroecologia, cuja demanda foi identificada durante as reuniões do Cogem (Comitê Gestor da Microbacia). Ao todo, serão oficinas práticas e teóricas, durante 12 meses consecutivos, sobre diversos assuntos relacionados à transição agroecológica e à agricultura orgânica. “A agroecologia é uma antiga maneira de se plantar, esquecida após o advento dos produtos químicos, e que volta a fazer vida na terra. E essa vida está diretamente relacionada com a presença de matéria orgânica no solo”, explicou Ana Paula, que possui mais de 20 anos de experiência profissional com essa prática.

Com apoio técnico dos extensionistas da Emater-Rio, a oficina deste mês apresentou alguns conceitos e métodos de conservação do solo, além da recuperação de solos erodidos e degradados. Outro tema que chamou a atenção dos participantes foi a compostagem, que é a produção de um adubo orgânico composto a partir do aproveitamento de resíduos agropecuários. Podem ser usados capim picado, estercos de cavalo e vaca, restos de flores, penas de galinha, cinzas de fogão, farinha de osso, palhas de cana, cascas de banana, milhos picados, entre outros materiais disponíveis na propriedade. “As plantas adubadas com essa matéria orgânica bem manejada crescem mais saudáveis, com boas respostas produtivas e resistentes às pragas e doenças”, orientou Eiser.

O material orgânico é disposto em camadas, e após a conclusão do monte de resíduos, é preciso protegê-lo da chuva excessiva ou do sol intenso, com um plástico ou folhas de bananeira, respectivamente. No primeiro mês, o tombo (revirada do monte para entrada de ar) deve ser feito uma vez por semana e, no segundo, quinzenalmente. Ao final de 60 dias, o composto já está pronto para o uso.

Suzamar Leal Knupp, 33, ajuda a família na produção de olerícolas, sendo o tomate o carro-chefe do sítio onde mora. Ela admite que nunca usou produtos naturais na lavoura, por desconhecimento. “Descobri esse trabalho nas reuniões no Rio Rural. Apresentei para os meus pais, mas é sempre difícil convencer as pessoas com idéias novas. Aos poucos, vou incentivando meus pais a melhorar o manejo da propriedade”, revela a jovem, que, inclusive, teve a iniciativa de fazer uma pequena experiência de compostagem dias antes da oficina.

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